sexta-feira, 25 de maio de 2012
JARDINS DE LISBOA
Jardim do Cabeço das Rôlas / Localizado sobre a maior "colina" existente no Parque das Nações, possui uma vista bem abrangente do parque e do rio. A designação de Jardim do Cabeço das Rolas deriva do facto, de em tempos, ter sido ponto de passagem de rolas no seu trajecto migratório.
Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian / Quem vê a confusa Praça de Espanha e depois entra nos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian quase que acredita ter sido levado para outra dimensão. O antigo Parque de Santa Gertrudes foi adquirido pela Fundação aos Condes de Vilalva, em 1957, tendo hoje uma área aproximada de 7,5 hectares. A concepção do Parque, jardins interiores e terraços ajardinados foi confiada aos arquitectos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto, que trabalharam em estreita colaboração com os arquitectos do complexo de edifícios da Fundação, Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Athouguia. O projecto incluiu a criação de um lago, de um anfiteatro e a instalação de lajes no solo, para permitir uma circulação mais fácil. O jardim foi desenhado com uma escolha criteriosa de árvores, arbustos e flores. Em 2002 iniciou-se a sua renovação, com introdução de novos percursos, mais espelhos de água e novas espécies, segundo um projecto conduzido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Hoje, como ontem, continua a ser o ambiente perfeito para relaxar nesta zona da cidade.
Jardim da Estrela / Antigo “Passeio da Estrela”, o Jardim da Estrela começou a ser construído em 1842. Fazendo um inteligente aproveitamento dos acidentes do terreno, tornou-se possível construir uma colina artificial com vista sobre o Tejo e uma gruta subterrânea, ao mesmo tempo que todo o espaço foi percorrido por alamedas sinuosas e embelezado com lagos, uma vistosa cascata, estufas, quiosques e um elegante pavilhão chinês. Com o passar do tempo foi enriquecido com obras de arquitectura transferidas de outros locais, como é exemplo o coreto, em ferro trabalhado, que foi retirado da Avenida da Liberdade. No ano de 1870 chegou a ter como principal atractivo um leão, enviado de África. Hoje, a sua fauna cinge-se aos guarda-rios, pavões, cisnes, graças nocturnas e a sua flora reúne inúmeras qualidades de plantas como ragoeiros, plátanos, árvore de borracha australiana, bela-sombra, bananeira, coqueiro-dos-jardins, entre outras espécies. Para além do coreto, o Jardim da Estrela é embelezado com estátuas e bustos. Muito procurados são o parque infantil, a cafetaria e um quiosque mais recentemente recuperado.
Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa / Jardim científico que foi projectado em meados do século XIX para complemento do ensino e investigação da botânica na Escola Politécnica. Num terreno de 4 hectares, alojado bem no centro de Lisboa, observam-se espécimes vegetais oriundos de diversas partes do Mundo, entre as quais sobressaem Cicadácias, Gimnospérmicas, palmeiras e figueiras tropicais.
A chegada da Primavera marca a reabertura do Borboletário do Museu Nacional de História Natural (MNHN), a primeira estufa de criação de borboletas da fauna Ibérica aberta ao público, e que está situada neste jardim.
Jardim Botânico da Ajuda / Ainda em Belém, em direcção à Ajuda, descobre-se um jardim plantado em 1768 por ordem do Marquês de Pombal. Este que é o parque público fechado mais antigo de Portugal tem um elegante traçado italiano, a culminar numa bonita fonte barroca, e acomoda espécies botânicas do mundo inteiro, para além de árvores centenárias. Com uma animada agenda de actividades, o Jardim Botânico da Ajuda organiza anualmente a Festa da Primavera (Abril) e do Outono (Setembro), entre outras.
Jardim Botânico Tropical / Situado em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, este magnífico jardim com cerca de 7 hectares é especializado na flora tropical e subtropical, incluindo mais de 500 espécies originárias de diversos continentes. Entre as suas inúmeras atracções destacam-se o lago com a sua “ilha de fruteiras”, a avenida ladeada por enormes palmeiras, árvores grandiosas como a sequoia ou figueira-dos-pagodes, também conhecida como a árvore-de-buda, ou o Jardim Oriental, local temático que tem como modelo os jardins orientais, com os seus arruamentos, desníveis, jogos de água ou espécies típicas da zona.
A visita a um jardim é mais versátil e tem mais efeitos benéficos do que se possa imaginar à partida. Não acredita? Então repare: é gratuita (na maioria dos casos); oferece espectáculos como o suave bailar das folhas das árvores ou o coro de cigarras em dias de calor; é zona de refeições, se nos dermos ao trabalho de levar o piquenique e uma manta; é sala de leitura, bastando para isso levar o livro e descobrir um lugar à sombra; é ginásio se usarmos o calçado adequado; é solário se nos deitarmos na relva; é lugar de reflexão, terapias várias executadas a céu aberto. Convencido? O caminho é por aqui…
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